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Blog do Lucio Ribeiro
Interney

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A digitalização da imagem promove uma revolução na forma de se comunicar nos dias atuais. O site ultimo segundo, dá bem a idéia do que estou falando. Pioneirismo no jornalismo on-line, tecnologia avançada, atualização constante – a cada minuto uma notícia nova é colocada no ar, além da cobertura em tempo real.
O site nasceu com a Internet para fazer jornalismo on-line. Bem diferente daqueles jornais que colocam ema versão- espelho do seu impresso na rede. compare com a versão estática do Jornal Tribuna de Minas e verá na prática i que estou dizendo. nesse contexto, o primeiro é bala, o outro papel (da bala).
O site de notícias Último Segundo disponibilizou online o seu manual de redação, tornando públicos regras e princípios editoriais. A iniciativa busca dar mais clareza aos processos e padrões usados pelo jornal on line do iG na apuração, edição e publicação de notícias.
Interessante para análise dos formatos utilizados por sites que trabalham especificamente com produção jornalística para internet.
É chegada a hora de Jornalistas, estudantes de comunicação, entidades de classe e professores se mobilizarem em favor da campanha promovida pela Federação Nacional dos Jornalistas em defesa da obrigatoriedade do diploma para o exercício profissional em jornalismo. A votação do Recurso Extraordinário RE/511961, que pretende acabar com a regulamentação da profissão está prevista para este mês, período em que serão intensificadas as ações públicas em favor do diploma promovidas pela FENAJ e os Sindicatos. Sigam o link e no canto direito da página, clique no ícone “eu apóio a campanha”. COMUNICAÇÃO É ÁREA DO CONHECIMENTO. Diploma já!
Participem.
Oba, Oba ! Nossa democracia está mesmo meio capenga. Está aberta a temporada de espionagem no Brasil. Grampearam os telefones de autoridades em Brasília: tome gritaria. Os “Arapongas” da Abin estão a fim de saber de tudo, mas vá saber pra quê.
Enquanto postava aqui, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa estava no Senado para conversar com os presidentes da Câmara, Arlindo Chinaglia, e do Senado, Garibaldi Alves Filho, a respeito das investigação dos grampos telefônicos dos bam-bam-bans do Executivo, Legislativo e Judiciário. Garibaldi afirma não pretender designar parlamentares para acompanhar as investigações, mas que o Senado está à disposição para ajudar. Mas a casa também investiga o fato. Quem mandou bem, foi a Ministra da casa Civíl, Dilma Rouseff, ao parafrasear um poema de Martin Niemöller, para critica essa onda de grampos telefônicos: “É aquela história sobre o nazismo. Primeiro, foram os judeus; depois, os opositores ao regime; na sucessão, o povo inteiro”, disse a Ministra. De grampo em grampo, vai se assaltando a constituição, e o Brasil toma contornos sombrios de um Estado policialesco.
E ainda há quem culpe nosso capitalismo tardio, ou então, se consolem dizendo que nossa democracia é muito jovem ainda.
No sistema de “Heterarquia,” as decisões não seguem um padrão centralizado e vertical, ( muito comum nas redações de grandes Jornais e conglomerados) própios de um sistema hierárquico. Na heterarquia, as decisões e formas de organização são feitas de forma decentralizada e é claro, entre iguais.
Pois assim, passou a ser “a novidade” nos processos de feitura da notícia, onde leitores, ouvintes e espectadores participam deste processo. Esse processo heterárquico responde aos anseios da maioria seguindo uma ordem estabelecida por todos. Não confundir com anarquia, que não responde a ordem alguma, nem com Tetrarquia, esse último, um sistema de governo bem interessante.
Nesse ambiente sem chefes, onde discordar pode ser o caminho, onde as decisões podem demorar um pouco mais, tem muita gente apostando em resultados mais abrangentes.
Como nem tudo são flores, desvantagens existem. Segundo o Professor de Jornalismo On-line no curso de Mídia Eletrônica, Faculdades ASSESC (Florianópolis, Carlos Castilho
, uns dos problemas que se deve tomar cuidado é com a polifonia, que pode atrasar as tomadas de decisões.
Ando meio desconfiado sobre esse papo de que informação é poder. Senão vejamos, o Google vai mesmo dominar o mundo?
Faz tempo que a informação é uma commodity. Agora, porém, vivemos um novo momento. No lugar de commodity, que indica sempre um produto com preço e negociável, a informação tornou-se um contexto. Explico-me: são muitas as fontes de informação, que é como se o leitor/espectador/ouvinte estivesse mergulhado num contexto informacional. Cada vez menos, ele precisa pagar pela informação. Isso começou com o rádio (sempre foi free), cresceu com a TV (idem), explodiu com a internet (que trouxe o modelo gratis para o texto e foto) e se consolidou com os jornais gratuitos ou de preço simbólico. Parece-me que, agora, a nova commodity (paga) seja a análise. As pessoas não se dispõem mais a pagar pela informação, apenas pelo aprofundamento e pela análise. Estão aí a TV por assinatura, as revistas e alguns impressos que não conhecem crise.
Quanto ao Google, talvez eles dominem mesmo o mundo, mas não por reterem a informação, e sim por disponibiliza-la de forma livre e democrática.
Será um futuro open source.
Será?
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Foto: Marcos Vicente (uso autorizado desde que se mencione o crédito) Ago 2008
O Rio São Francisco é lindo. Lindo e azul. Essa constatação fiz em recente viagem a Três Marias – MG. Como objetivo, fisgar alguns matrinxãs, pacús, piáus e outros bichos da fauna aquática, além dar um tempo na rotina estressante que a vida nos impõe. Pois bem, o rio é lindo, tanto que parece que não vou encontrar outro que seja equivalente em beleza. Desliza pelo vale abundante, com seu tom azul, salpicado de verde. Talvez seja colorido para compensar o tom quase pastel do cerrado que o emoldura. O rio é vivo, de peixes, aves, animais de todas as espécies, sobretudo de pescadores, que se amontoam á suas margens e no vai- e- vem dos barcos. Sim, o rio da integração nacional é lindo. Lindo e azul.
Mas o que mais me chamou atenção foi o cerrado. Só o tinha visto em imagens ou da janela do carro, em outras viagens. Para alguém acostumado com o verde da mata atlântica como eu, confesso, a primeira impressão que se têm desse bioma, é a de uma paisagem desoladora.
Cerrado em época de Seca - Marcos Vicente Ago 2008
Árvores retorcidas que parecem vivas de teimosas, solo arenoso, às vezes pedregoso, onde nem um matinho mais atrevido teria a menor chance de germinar fora da época das águas. E o calor? Vem do solo, parecendo um bafo quente de dragão, a sensação térmica é de 50°C mais ou menos. Mas basta o olhar se acomodar que o cerrado revela ao visitante suas belezas. A fauna e a flora do cerrado é um espetáculo a parte. Fica meio que escondida, depende muito da sensibilidade dos sentidos de quem vê. Cheiro de mel, das flores, o canto dos pássaros, a cor das flores, formas diversas, o uivo dos lobos e o canto das emas. O cerrado é vivo e lindo. Lindo e colorido.
O fato é que o cerrado sempre foi considerado o primo pobre dos ecossistemas Brasileiros. Há muita preocupação com a degradação da mata atlântica e mais recentemente com a Amazônia, mas o cerrado, bem perto de nós mineiros, contém espécies variadas e tradicionais na medicina popular, amplamente usadas por aqueles que o habitam. Essas espécies correm o risco de se perderem, antes mesmo que se conheça mais profundamente suas composições químicas e seus benefícios de cura. O avanço da soja, das monoculturas e a destruição do cerrado para a produção de carvão vegetal para a siderurgia vêm ameaçando esse ecossistema.
O cerrado é a mãe das nascentes, se o desmatamento continuar, nossas reservas de água será seriamente ameaçada. Fui e vi as belezas de três Marias e região. Deixo aqui postado minha indignação com aqueles que degradam tão importante bioma. Preservação é a palavra. Pretendo voltar lá e encontrar tudo como estava,ou quem sabe, melhor.